quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

As serpentes no Brasil estão agrupadas em 4 gêneros:



que são de importância médica no Brasil, o gênero Crotalus (cascavel), o Bothrops (jararacas), Lachesis (surucucu) e o Micrurus (cobra-coral).

BOTHROPS (JARARACAS)



As jararacas (Bothrops sp) possuem vários nomes vulgares como jararaca do rabo branco, urutu cruzeiro, cruzeira, jararacuçu, etc. Podem atingir mais de um metro de comprimento, ocorrendo em vários Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso. Cada espécie tem desenhos característicos no corpo, variando em relação a espécie, em se tratando da cauda, as jararacas tem a ponta da cauda com escamas não eriçadas.
Temos sete espécies mais comuns no Brasil que são:
- Bothrops alternatus
- Bothrops atrox
- Bothrops cotiara
- Bothrops jararaca
- Bothrops jararacussu
- Bothrops moojeni
- Bothrops neuwiedi
As jararacas são responsáveis por 90% dos acidentes ofídicos no Brasil, devido ao seu aparecimento em áreas rurais, e ou regiões onde exista perto vegetação densa, ambientes úmidos, pois elas acabam por vir atrás de alimentos como os roedores. De acordo com o Ministério da Saúde, ocorrem anualmente mais de 17.000 acidentes botrópicos.
Seu veneno tem três tipos de ação:

AÇÃO PROTEOLÍTICA: onde decorrem da atividade de proteases, hialuronidases e fosofolipases, liberação de mediadores da resposta inflamatória, ação das hemorraginas sobre o endotélio vascular e ação procoagulante do veneno.

AÇÃO COAGULANTE: a maioria dos venenos das jararacas ativa, de modo isolado ou simultâneo, o fator X e a protrombina. Possui ação semelhante a trombina, convertendo o fibrinogênio em fibrina. Essas ações produzem distúrbios da coagulação, que se caracteriza pelo consumo de seus fatores, geração de produtos de degradação de fibrina e fibrinogênio, o que pode causar incoagulabilidade sangüínea.

AÇÃO HEMORRÁGICA: a ação das hemorraginas, provocam lesões na membrana basal dos capilares, associadas a plaquetopenia e alterações da coagulação.
Podem ocorrer manifestações locais como edema endurado, dor de intensidade variável, equimoses e sangramentos no ponto da picada, infartamento ganglionar, bolhas, acompanhados ou não de necrose. Podem ocorrer também náuseas, vômitos, sudorese, hipotensão arterial e às vezes choque.
O tratamento se faz através de administração de soro antibotrópico o mais rápido possível, se for diagnosticado que a picada foi de uma jararaca, manter elevado o membro picado, aplicação de analgésicos para conter a dor, manter a vítima hidratada, e fazer uso de antibióticos.


CROTALUS (CASCAVÉIS)



Os acidentes com cascavéis, atingem 7,7%, apresentando o maior coeficiente de letalidade devido a freqüência com que evolui para insuficiência renal aguda. As cascavéis tem como característica de identificação, o chocalho ou guizo na ponta da cauda, que nada mais é do que vestígios das trocas de pele, sendo errôneo calcular sua idade através dele. São animais que preferem regiões mais áridas, mais secas e geralmente são encontradas
em áreas mais afastadas.
Seu veneno apresenta-se em três ações:

AÇÃO NEUROTÓXICA: ocorre devido a fraçã
o crotoxina, uma neurotoxina de ação pré-simpática que atua nas terminações nervosas inibindo a ação da acetilcolina, sendo o principal fator responsável pelo bloqueio neuromuscular, o que vai ocasionar as paralisias motoras.
AÇÃO MIOTÓXICA: produz lesões de fibras esqueléticas com liberação de enzimas e mioglobina para o soro e são posteriormente excre
tadas pela urina. Ainda não está identificada a fração do veneno que produz esse efeito miotóxico sistêmico.

AÇÃO COAGULANTE: o consumo de fibrinogênio pode levar a incoagulabilidade sangüínea, geralmente sem redução do número de plaquetas.
O acidentado pode não sentir
dor ou ser de pouca intensidade, os sintomas conseqüentes podem ser mal-estar, prostração, sudorese, náuseas, vômitos, sonolência, secura da boca, fácies miastêmicas, alteração do diâmetro pupilar, oftalmoplegia, visão dupla, aumento do tempo de coagulação.
tratamento deve ser feito através da administração do soro anticrotálico por via intravenosa, variando a dose dependendo da gravidade da picada. A hidratação do paciente é import
ante, deve ser induzida a diurese osmótica, e manter o pH urinário acima de 6,5 pois a urina ácida aumenta a precipitação intratubular de mioglobina.


LACHESIS (SURUCUCUS)



Os acidentes com as lachesis, são muito
raros, devido ao seu habitat específico, onde a densidad
e populacional é baixa. As surucucus, tem o corpo amarelado com desenhos escuros, e a identificação é feita através da cauda que possui escamas eriçadas, são mais agressivas.
A ação do veneno é dividida
em quatro que são Proteolítica, Hemorrágica, Neurotóxica e Coagulante, sendo semelhantes a do veneno botrópico.
Como tratamento específico, deve ser administrado o soro antilaquético (SAL) ou o soro antibotrópico-laquético (SABL) por via intravenosa, utilizando-se para isso de 10 a 20 ampôlas.

MICRURUS (Corais)

A picada de cobra-coral-verdadeira (existem corais que não são venenosas) é a mais mortal, porém também a mais rara de ocorrer no Brasil. Ela causa dificuldade em abrir os olhos e visão duplicada, dá sufocação. O tratamento consiste na aplicação do soro antielapídico, que é específico para veneno de coral e é o único que pode ser usado com esse tipo de cobra. As corais-verdadeiras existem no pais todo, em qualquer terreno.

A Boipeva


A Boipeva (Xenodon merremii, Wagler, 1824) é uma serpente muito comu
m de ser encontrada em praticamente todo o Brasil, inclusive em nosso bairro. É uma serpente de grande porte, tendo em média 1,5 m
etros de comprimento, e possui, em geral, escamas escuras acinzentadas ou avermelhadas com desenhos amarelados ou brancos, mas isto pode variar muito (polimorfismo). Tem como característica marcante sua agressividade e a capacidade de achatar o corpo contra o solo como se fosse uma fita (Boipeva em tupi significa cobra chata). Possuem hábitos terrícola e preferem áreas abertas próximas à águ
a, onde é mais comum encontrar sua principal presa.
A primeira parte de seu nome científico, Xenodon, significa dentes estranhos.
Essas serpentes possuem dois longos dentes em sua boca que são usados para perfurar os pulmões dos anfíbios (sapos, rãs e pererecas) que são sua principal presa, principalmente os sapos (as boipevas são imunes ao veneno d
estes anfíbios). Os anfíbios, quando são capturados, enchem os pulmões de ar para aumentar o tamanho do corpo o que dificulta para serem engolidos. Já a segunda parte de seu nome científico é uma homenagem a um pesquisador alemão.
Apesar de serem agressivas, de possuírem esses dentes longos no fundo da boca, e ainda terem o padrão de cores parecidos com os da Jararaca, estas serpentes não possuem veneno, e sendo assim, não apresentam ris
co para os seres humanos. Como não são venenosas, nem constritoras (cobras que apertam para matar, como a sucuri e a jibóia) e nem sobem em árvores, são teoricamente indefesas. Por causa dessas restrições elas se tornaram mestres do blefe e usam como artifício o mimetismo (mímica, imitam neste caso uma cobra venenosa), além de achatar o corpo, chiar, escancarar a boca, dar bote e fugir. Dessa forma elas conseguem enganar os predadores e se mantém vivas.

Os dados a respeito da reprodução d
esses seres são relativamente incertos, parece que preferem as épocas mais q
uentes do ano e botam de 5 a 45 ovos.
Os encontros com seres humanos costumam ser catastróficos para estes animais. Pelo simples fato de serem serpentes, e pela incompreensão das pessoas, elas já tendem a ser mortas. Como estas se fazem parecer com cobras venenosas, e assustam as pessoas com sua agressividade, quase sempre são mortas.

Corn snake


A Pantherophis guttatus, era anteriormente
chamada Elaphe guttatus, e
tem como nome comum "Corn snake". E
la possui muitas variações com cores e algumas características diferentes, porém não vou detalhar sobre essas variações nessa matéria.
Seu nome traduzido significa cobra do milho, e ela t
em esse nome por que
elas se alimentam de ratos, e geralmente vivem em milharais os caçando.
É uma serpente áglifa e muito mansa, geralmente aceita bem o manuseio. Normalmente tem hábitos diurnos ou crepusculares, consoante as temperaturas. Geralmente, na Primavera são diurnas e no Verão são noturnas.
A média de tamanho é entre 80 – 150 cm, e seu tempo de vida varia entre os 10 e os 18 anos..

Curiosidade: há registro de Corn snake que atingiu os 21 anos e 9 meses.

O comprimento do terrário deve ser de pelo menos
¾ do tamanho da serpente, a largura deve ter pelo menos 1/3 do tamanho do animal e ter uma altura boa, que pode ser a metade do tamanho do terrário. O substrato pode ser jornal, papel toalha, grama artificial, carpete, etc. A temperatura deve ser entre 26 e 28 ºC, descendo um pouco a noite. E a umidade ideal é em media 60%. SEMPRE troque o substrato quando o animal defecar. O terrário também deve ter um pote de água grande o suficiente p
ara ela ficar com o corpo todo dentro caso queira. Deve ter também uma toca, esconderijo, ou algo assim, que pode ser feito de caixas ou ser feito de acordo com sua criatividade. E também deve ter um galho (ou mais de um), para ela se exercitar.Ela se alimenta principalmente de camundongos, mas podendo variar. A alimentação deve ser feita na media de uma vez por semana, e quanto menor for a serpente, menor será sua presa. A alimentação deve ser feita fora do terrário, pois corre o risco de ela engolir pedra, madeira, areia ou outras coisas junto com a comida.

A Corn Snake é ovipera e produz cerca de 20 ovos por vez, e quando eclodem dão origem a filhotes de cerca de 20 cm. A Corn é talvez a mais indicada aos iniciantes, pois ela não fica muito grande, e geralmente se alimenta com facilidade, e também aceita bem o manuseio, ou seja e uma serpente muito mansa.


A caninana:


A Caninana tem fama de cobra brava, que corre atrás e alguns dizem que ela é extremamente perigosa, porém tudo não passa de uma fama injusta. Apesar de chegar a 2,50m de comprimento e de achatar o pescoço quando está irritada, a Caninana é uma cobra mansa e sempre foge quando avistada. Como a maioria das cobras não venenosas, pode até morder, mas não passará de um arranhão. Vive próximo de lagos e rios em meio as árvores e arbustos. pode também ser encontrada nadando ou rastejando pelo chão, onde caça aves, roedores e até pequenos lagartos.
Hábitos alimentares: Alimenta-se de aves, pequenos roedores, e pequenos lagartos.
Reprodução: Ovípara, coloca entre 15 e 18 ovos com o nascimento previsto
para início da estação chuvosa.

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