quinta-feira, 24 de março de 2011

Vital Brasil

Vital Brasil Mineiro da Campanha exerceu diversos ofícios para pagar os estudos de Medicina: foi condutor de bondes, auxiliar de engenheiro e professor particular. Os esforços não foram em vão. Formado em 1891 pela Faculdade do Rio de Janeiro é conhecido internacionalmente por seus estudos pioneiros sobre veneno de cobra. Formado, clinicou em várias cidades paulistas, entre as quais Rio Claro, Jaú, LEME, Pirassununga, combatendo epidemias. Casado, fixou-se em Botucatu. Impressionado com o elevado número de pessoas que morriam depois de serem picadas por serpentes, começou a dedicar-se ao estudo do veneno desses animais e das intoxicações provocadas em outros seres (ofidismo). Em 1897, foi nomeado ajudante do Instituto Bacteriológico do Estado, dirigido por Adolfo Lutz. Um ano mais tarde, Vital conseguiu imunizar animais com veneno de cascavel, jararaca e urutu, obtendo os primeiros soros específicos no combate aos seus venenos. Estes começaram a ser aplicados em 1901. Com a criação do Instituto Butantã, em 1901, o Brasil assumiu a direção dos trabalhos de instalação do laboratório. Poucos meses depois, fabricou os primeiros tubos de soro antipestoso. Realizou ainda um extenso programa no instituto que passou a fornecer soros e vacinas contra o tifo, a disenteria bacilar, o tétano, a varíola, a vacina BCG, contra tuberculose, as sulfonas, as penicilinas e soros contra animais peçonhentos. Fundou em Niterói, no Rio de Janeiro, o Instituto de Higiene, Soroterapia e Veterinária, mais tarde conhecido como Instituto Vital Brasil. Dirigiu-o até sua morte.


Ins
tituto Butantan



Em 23 de Fevereiro de 1901, foi inaugurado oficialmente o Instituto Butantã, um centro de pesquisa biomédica localizado no bairro do Butantã, na cidade de São Paulo, sendo responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidos no Brasil. Recentemente, o instituto tem sido auxiliar no combate à gripe H1N1, pois é o órgão publico responsável pela produção da vacina a partir de amostras fornecidas pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. É também um importante ponto turístico, contando com três museus (Biológico, Histórico e Microbiológico), serpentário, biblioteca e um imenso parque ecológico, que chama atenção da maioria dos visitantes, devido à grande quantidade de espécies raras de árvores, além do Hospital Vital Brazil.

Museu Biológico

O acervo do Museu Biológico praticamente começou com Vital Brazil e principalmente com a coleta de serpentes entregues na instituição pela população. Desta forma, Vital Brazil deu início a uma atividade de divulgação, convidando os moradores da região para conhecer as cobras, seus venenos, o efeito destes venenos, o modo de captura e a prevenção de acidentes. Desde 1966, o museu esta instalado no antigo prédio da cocheira de imunização, construído em 1920. A partir desta data o museu passou a apresentar seu acervo exibe mais de 80 exemplares vivos, entre vários espécies de serpentes peçonhentas e não peçonhentas, lagartos, escorpiões, aracnídeos, além de alguns peixes e tartarugas. Cada vez mais o museu consolidando-se e afirma seu caráter educativo e cultural, sem perde de vista as atividades científicas, que marcaram sua criação.

Museu de Microbiologia

Foi inaugurado em Fevereiro de 2002 faz parte do complexo científico do Instituto Butantan. No local, os visitantes têm a oportunidade de observar protozoários se mexendo em uma gota d’água não-tratada e células sanguíneas através das lentes de um microscópio profissional, manipular os aparelhos para enxergar os microorganismos ou então visualizar sua imagem reproduzida em uma tela grande, modelos gigantes de vírus, bactérias, fungos e protozoários ajudam o visitante a ter uma noção de como são os microorganismos presentes no corpo e no ar, como o vírus da gripe. É uma verdadeira viagem interativa, no mundo escondido dos microrganismos, estimulando cada vez mais a presença do público e ainda promovendo um maior entendimento das pesquisas cientificas em geral e de divulgação das atividades desenvolvidas pelo Instituto.

Museu Histórico

O espaço reproduz o ambiente do laboratório original fundada em 1981, local onde o Doutor Vital Brazil iniciou suas primeiras pesquisas. Apesar da impropriedade das instalações, este laboratório improvisado numa cocheira para cavalos, teve a sua primeira produção do soro antipestoso em 11 de junho de 1901 e a 14 de agosto do mesmo ano surgem os primeiros soros antipeçonhentos. Para manter a história do laboratório, foi criado um acervo composto de equipamentos, utilizados pelos pesquisadores do Instituto ao longo de sua trajetória, como móveis do início do século XX, tem uma mesa trazida da França no início do século, cujo tampo foi feito de lavra vulcânica documentos, microscópios, estufa de parede de 1910 e plantas da mata atlântica conservadas a mais de 100 anos em óleo vegetal. Há também painéis e fotografias que contam a história da Instituição.

Serpentário

O Serpentário foi inaugurado em 1914, com a finalidade de abrigar os animais enviados a instituição. Local onde se realizava as extrações dos venenos das cobras necessários para produção de soro. Com a pesquisa do DNA desses animais, a prioridade inicial do Instituto era produzir soros antivenenos com especificidade para serpentes de toda América do Sul. O Serpentário também atende a duas finalidades: local onde simula uma ambientação natural para preservação dos diversos tipos de cobras e ao mesmo tempo de atração ao público visitante, principalmente as escolas que trazem alunos para atividades realizadas todas as quintas-feiras das 14h30 as 15h30, em frente ao serpentário, com monitores que promovem aos visitantes o contato com as serpentes da fauna brasileira, com o objetivo de gerar uma educação ambiental, explicando sobre seus comportamentos e o que fazer em casos de acidentes com esses animais.

Incêndio no Instituto Butantan

No dia 15 de maio de 2010, um incêndio causou a destruição do maior acervo de cobras do país, foi um desastre de proporções incalculáveis e cujos danos indicam a perda de um patrimônio insubstituível da história biológica brasileira. As chamas atingiram o prédio onde cientistas faziam pesquisa com cobras, aranhas e escorpiões. Estima-se que mais de 70 mil espécimes de serpentes, além de mais de 450 mil espécimes de artrópodes, entre escorpiões, opiliões, miriápodes e aranhas que estavam conservadas em solução de álcool 70% ou a seco. O material coletado em mais de 100 anos foi perdido, acredita-se que após uma perícia e análise dos cientistas, possa ter alguma porcentagem do acervo a ser recuperada. As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas, esta sendo realizada uma perícia no local para determinar o que pode ter provocado o fogo. (ok)

INSTITUTO BUTANTAN
Endereço: Av. Vital Brasil, 1500 – Butantã
Quando: Terça a Domingo, das 9 às 16:30 horas
Ingressos: R$ 6 (adultos) e grátis crianças até 7 anos
Informações: 3726-7222 ramal 2166
Site: www.butantan.gov.br

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