sábado, 9 de abril de 2011

Acidente com cascaveis

Um jovem foi mordido no parque de Yosemite(California) por uma cascavel. O braço parecia ser irrecuperável e sua vida corria um grande risco. Após 20 meses internado/doente(infierno?) e depois de desembolsar 700.000 dólares entre voos de helicóptero, hospitais e operações (13 no total), o jovem pode recuperar 80% da movibilidade no braço afetado.

As cascaveis dos Estados Unidos (crotálidos) possuem um veneno que causa a morte do teciso (necrosis/necrose) no local da picada, e nas zonas proximas ao local e em caso de chegar à corrente sanguinea pode extenderse a maior velocidade e causar uma morte rápida.

Algumas horas após o ataque a "cura cirurgica"(curación quirúrgica?) para tentar salvar o braço e a vida do paciente começa, a picada parece haver produzido na palma da mão, a morte do tecido avança e a necrose já afeta a pele e os músculos. A pele em tom mais claro esta morta e devido ao inchaço foi rasgada. O cirurgião tirou parte da pele para poder limpar a zona do tecido morto que pode gangrenar e colocar a vida do paciente em perigo. Não sangra devido à morte parcial em que se encontra toda a zona.


Tanto o pulso como o braço parecem afetados pelo veneno por isso o cirurgião deve realizar um corte ao longo do braço chamado incisão de "Despejo", por este motivo todo o braço é "descoberto" podendo se observar os músculos ao ar. Esta incisão se realiza para poder observar de forma direta o avanço da toxina e poder atuar de forma imediata removendo qualquer tecido necrosado e para liberar a pressão producida pela inchação do tecido interno, durante alguns dias ficara descoberto até que o inchaço baixe e que seja verificado que a morte do tecido não estaja se extendendo.

Nesta foto pode-se observar uma melhora nas zonas antes escuras agora mostram outra vez um tom vermelho brilhante que demonstra que o tecido volta a "criar vida".

Vários dias depois a mão e o ante-braço seguem muito inchados e a incisão de despejo continua aberta, contudo já não se observa tecido necrosado.

Por meio dos cordões vermelhos procura-se aproximar as bordas da pele para cobrir nervos e tendões.


Comaçam a dar alguns pontos de sutura no pulso e palma, não se encontra tecido morto na inflamação começa pouco a pouco a baixar, o tom vermelho brilhante mostra que o tecido esta recobrando a vida.

O defeito cutâneo tornou-se muito grande por isso requer um incherto de pele para reimplantar a original perdida no proceso de salvamento do braço.

Os inchertos de pele na palma e no ante-braço com aspecto de "malha" pertencem ao própio paciente e tem este aspecto para optimizar a superficie que pôde cobrir.

O incherto for favorável e pouco a pouco começa a cicatrização da zona reconstruida.

A mão perdeu tanto tecido que adotou uma posição contraída, o polegar esta quase inutilizável e deve ser corrigido ou será irrecuperável.

Vários meses depois a cicatrização esta praticamente finalizada contudo existem zonas que não foram completamente reconstruidas, o polegar parece começar a voltar para seu lugar.

Um segundo incherto foi necessário para reconstruir completamente o braço, o polegar e a mão já estão no lugar e parecem voltar a ser funcionaiss.

O braço foi totalmente reconstruido, este é o resultado final.

O mais importante além da reconstrução é ter salvado o membro e acima de tudo a vida do paciente que teve sorte de encontrar uma equipe médica tão eficiente.





3 comentários:

  1. Simplesmente Magnífico o trabalho de vcs em acompanhar esse tipo de tratamento...
    Apartir do início, sua evolução e conclusão... Estão de parabéns...

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  2. Fiquei impressionado com a evolução do caso. Logo no início eu teria entrado em pânico. O estado e os processos são críticos e facilmente dariam errado.

    Tanto médicos quanto paciente merecem parabenização pelo tratamento do quadro e resultados.

    Dá pra dizer que, na última foto, o membro está HORRÍVEL. Mas se lembrar que poderiam tê-lo perdido e comparar na análise estética, na pior das hipóteses uma cirurgia plástica estética resolveria esse último problema (que é tão insignificante em relação à funcionalidade da mão e braço).

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